terça-feira, 9 de setembro de 2008
Dores
As olheiras vieram de brinde.
domingo, 7 de setembro de 2008
Aí vou eu!
sábado, 6 de setembro de 2008
O novo já nasce lindo
Confesso que andava bem ansiosa para ouvi-los novamente. Afinal, cinco anos separam o O Silêncio Q Precede o Esporro (último de inéditas) do novo disco. É claro que nesse intervalo ouvi um dos melhores acústicos da MTV com eles. Nesse último álbum, já havia me rendido ao som dos cariocas. Instrumentos lindos, coisas que eu nem imaginava que existissem, sonoridades inebriantes. Ouvi, reouvi, de todos os jeitos e formas.
Mas o longo intervalo de produção parece ter sido produtivo. O novo disco não deixa nada a desejar. As letras continuam a impressionar. Versos sobre imagens do cotidiano e da guerra urbana reiteram a capacidade da banda de cutucar a ferida bem lá no fundo, de falar sobre coisas que nos tiram de nossa vidinha mesmo que por alguns minutos.
A curiosidade por novos sons, herança do lindo acústico, permanece viva no 7 Vezes e fez cada integrante do grupo ter seus dias de Hermeto Pascoal. Guitarras, bateria, percussão e baixo se misturam aos timbres de garrafas, enxadas, embalagens de comida e até instrumentos infantis. Em tempos músicas muito parecidas umas com as outras, usar esses sons inusitados faz a gente lembrar do improviso, da simplicidade, da dignidade sonora. É uma maneira da banda deixar claro que não se esqueceu de onde veio. O resultado? Ah... não sei pra você, mas ao ouvir o 7 sinto que tudo que tá lá foi realmente tocado. Olha isso!:
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Monstro invisível
Monstro invisível que comanda a horda arrasando tudo o que é de praxe
Eu tô laje acima no cerol que trás a vida pra baixo
Brilhante idéia de uma cabeça nervosa grafitando o outro muro de raiva
Eles já sabiam, mas deixaram a sina guiar a sorte
Vejo a minha história com a sua comunga!
Vejo a história ela comunga…Vejo a minha história com a sua comunga!
Vejo a história ela comunga…Vejo a minha história com a sua comunga!
Vejo a história ela comunga…Vejo a minha história com a sua comunga!
Poço lado sujo cria do descaso alimentando folhas em branco e preto
outra epidemia desanima quem convive com medo
Botões, atalhos amplificam a distância
E a preguiça de estar lado a lado veste a armadura esse é o poder solitário
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De perto, ninguém é normal
Sinto saudades dos personages quando acabo de ler um livro.
Tiro todos os anéis para ensaboar as mãos e passar creme.
Sopro no espelho e fico vendo as figuras que se formam com o bafo quente que sai do meu corpo.
Divido mentalmente as palavras que me vêem à cabeça sílaba por sílaba para me distrair. Como elas são perfeitas e simétricas!
Adoro ficar passando o rodinho na pia cheia de água.
Odeio lugares fechados, sem ar.
Quando acordo no meio de um sonho bom, fecho os olhos de novo e tento ver o final da história.
Faço quadrados quando estou falando no telefone. Muitos!!
Adoro sentir o vento do metrô chegando na estação batendo no meu rosto e bagunçando meus cabelos.
Piso somente nas faixas brancas ao atravessar a rua. (quando era criança, era um jogo: pisar na faixa preta era morte na certa!)
Fico rodando o anel do dedo anelar com o dedão.
Assisto à TV enrolando cachos de cabelo.
Lavo a louça dançando quando estou sozinha.
Bato sempre no vidro do aquário do peixe pra ver se ele está vivo mesmo.
Durmo esfregando as pontas dos dedos em chumaços da fronha do travesseiro.
Sorrio quando vejo um bebê.
Quando acordo no meio da noite, não acendo a luz. Enxergo tudo muito melhor no escuro.
Choro sempre olhando pro espelho.
Ouço mil vezes a mesma música.
Tenho um álbum com minhas fotos preferidas.
Folheio sempre minha maior herança: um caderno de poesia velho de alguém especial.
Começo a escrever um texto e paro no meio antes de terminar. Sempre.
Odeio gente que troca as bolas e opina sobre assuntos dos quais não entende - tipo, durante um jogo do Palmeiras.
Escrevo coisas num caderno e ninguém sabe onde o guardo.
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Parei por aqui e voltei a dormir.
"De perto, ninguém é normal"... Mesmo!!
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
abandono
abANDOno.
abandoNO.
aBANDOno.
abanDOno.
AbanDONO.
Vale a pena.
"A lista de abandonos é imensa, quase sempre fruto da escolha sabida e antecipada de antemão, não só da minha parte, mas também da escolha dos outros que me deixaram no meio do caminho. Vários abandonos, aliás, frutificaram desses enganos – aqueles de encontros que jamais deviam acontecer – e que mereciam mesmo ser deixados na poeira dos dias e esquecidos para sempre, como foram. Embora tivessem frutificado. Tive encontros que eram continuidade desses abandonos, e partidas que eram prenúncio de novos abandonos. Mas isso tudo tinha uma razão de ser..."
Mirisola.
sábado, 30 de agosto de 2008
Paixão pelas palavras
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terça-feira, 26 de agosto de 2008
Presente devolvido
*
Pra não ficar só na deprê e sair dessa novela mexicana que (tem horas) minha vida parece ser, pensei numa música. É do Ney Matogrosso. É linda, gente. (Ainda bem que a gente tem a música, os livros, os filmes pra esquecer. Ufa!). Aí vai:
Poema
Eu hoje tive um pesadelo e levantei a-tento, a-tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás
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sexta-feira, 22 de agosto de 2008
4 dias
Não deu outra.
Voei baixo até o metrô. Cada passo tinha um significado. Aquela profusão de cheiros, cores, bizarrices e sons da avenida??? Já não me interessavam mais. Deixei tudo pra trás. Só desejava chegar logo.
Na primeira estação, meu coração já se aquietava preparado pra receber todo aquele amor ao qual tinha (e tenho) direito. Na segunda estação, a cabeça fazia o trabalho dela: a matemática das próximas horas. Seriam 4 dias pra matar toda a saudade que explodia no meu peito e escorria pelos olhos.
Saudades dela. Um milhão de saudades... Ela que tanto me ensina, perto ou longe. Quase lá... o coração palpitante, mãos frias, olhos (claro!) lacrimejantes... Puta emoção do cacete!!
E lá estava ela. O aniversário era dela, mas o presente foi meu. Minha mãe veio me visitar. Abraços, afagos, beijos e carinhos muito necessários... tudo que eu mais precisava.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Dossiê de felicidade - pros que sabem do que tô falando
O presente incluía fotos de um pretérito não tão distante, mas que me arranca lágrimas sempre. Quando ele foi embora, não levou nossas mais belas fotos. Os vinis preferidos e seu caderno emergente de poesia também ficaram - comigo. Pensei se era possível alguém viver sem fotos... Não! Inimaginável apagar as imagens do primeiro filho, das melhores viagens, dos amigos um dia queridos, do primeiro amor, a primeira noite do PS por causa de uma pneumonia, o jogo no Estádio do café... Lancei mão de uma empolgação que estava rara por aqui e preparei um puta dossiê. Aproveitei e me diverti. Vi e revi imagens da nossa vida juntos. Belos momentos. Belo presente pra ele e pra mim, isso sim!
Não sei o que deu, a reação, bla bla bla. Só sei que me senti bem leve. Do tipo: fiz o que precisava e estou com a consciência tranquila. Se morrer amanhã, morro feliz.
sábado, 2 de agosto de 2008
Laços
Depois de um sábado chuvoso e eu naquela bad trip de costume, assisti a esta pequena obra de arte. O curta acima foi postado no Youtube há algum tempo, mas assisto sempre sempre. A intenção da produção era concorrer ao prêmio de melhor filme da rede num concurso aí. Eles foram além. Ficaram entre os finalistas do mundo inteiro, etc etc etc. Mereciam mesmo.
Sensibilidade quando transborda faz bem.